quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Construções sustentáveis e o certificado do setor

O artigo de Mônica Pinto (fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=41451) sobre construções sustentáveis publicado no Portal Ambiente Brasil é bastante interessante. Objetivo e direto no que se propõe a divulgar e esclarecer.
Reconheço que o tema Construção sustentável é novo e que demandará algum tempo para que a sociedade reconheça suas vantagens.
Atualmente, várias áreas da ciência estão preocupadas com os impactos ambientais causados pela ação "não racional" do homem. E a construção civil, considerada por muitos como uma das indústria que mais afeta o meio ambiente, sobretudo com relação aos resíduos produzidos, vem buscando alternativas e soluções para melhorar sua imagem. Engenheiros, arquitetos, empresas de construção civil e outros estão se especializando e obtendo certificações para as edificações construídas, de modo a torná-las ecologicamente corretas, por meio do uso racional dos recursos naturais.
E qual a vantagem que teremos, todos que somos os consumidores diretos? Essa é uma pergunta lógica que paira em nossa mente. Qual a vantagem? Qual o retorno? Vale a pena o investimento?
Bem, eu me concentro nas conversas e leituras destes últimos anos com especialistas e tento responder essa indagação. As construções sustentáveis, após sua conclusão, possuem um ganho para o consumidor no que se refere à economia de água e energia elétrica. Mas não é só isso. Existem ganhos indiretos. Li uma entrevista do Sr. Volker Hartkopf, titular do curso de arquitetura da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos. Segundo ele, "ao aumentar a ventilação nas áreas onde as pessoas circulam, a produtividade pode crescer até 15%. Nas escolas, a iluminação natural tem capacidade de aumentar em cerca de 30% a capacidade de aprendizado dos alunos." ( fonte http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_231676.shtml).
O edifício da Academia de Ciências da Califórnia, no Golden Gate Park, na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, foi inaugurado no dia 27 de setembro e leva o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Ele está sendo considerado o museu mais sustentável do mundo. Sua preocupação com a sustentabilidade vai desde os estacionamentos para bicicletas e postos para veículos recarregáveis, até as placas fotovoltaicas e o aquecimento por radiação nos pisos. Além da eficiência energética, a edificação conta com recursos para reduzir as emissões de gás carbônico e preservar ao máximo o ambiente natural da região.











sábado, 11 de outubro de 2008

Responsabilidade Social Empresarial

Diversas Organizações/empresas já se preocupam em focar sua produção em conformidade com a sociedade e o meio ambiente. Atualmente, fica evidente, a preocupação em temas como o desenvolvimento sustentável. Para tanto, são necessárias medidas tanto por parte do poder público como da iniciativa privada.
A Responsabilidade Social Empresarial (RSE) revela-se uma atividade inerente ao negócio e está se mostrando como um fator decisivo para o desenvolvimento e o crescimento das empresas. Atualmente pesquisas revelam a preferência dos consumidores em produtos e serviços de empresas que respeitam o meio ambiente e a sociedade.
A Volkswagen do Brasil - Indústria de Veículos Automotores Ltda., desenvolve, produz, monta e comercializa motores, automóveis, veículos comerciais e componentes para o mercado nacional e internacional.
Com base em seu Sistema de Gestão Ambiental e Política Ambiental, em conjunto com fornecedores e prestadores de serviços, a Volkswagem do Brasil promove a melhoria contínua de suas atividades, produtos e serviços. Essa é uma das formas que a empresa procura atender seus clientes (externos e internos) e agregar valor à empresa e seus acionistas.
A Política Ambiental de uma empresa deve ser uma declaração clara de suas preocupações com as questões ambientais, buscando minimizar os impactos no meio-ambiente e a relação de riscos decorrentes, de modo a garantir a qualidade de seus produtos e serviços. Para todos os efeitos, essa Política Ambiental deve ser entendida como preconizada na NBR ISO 14000.
A International Organization for Standardization (ISO) é uma organização não governamental sediada em Genebra, fundada em 23 de fevereiro de 1947 com o objetivo de ser o fórum internacional de normalização, atuando como entidade harmonizadora das diversas agências nacionais.
Conforme o artigo do Engenheiro Hugo González], Diretor da empresa de consultoria Calidad y Gestíon, com sede em Buenos Aires, Argentina - publicado no site www.xtrategus.com.br - os benefícios para uma organização na implantação de uma certificação são vários. Vejamos alguns benefícios em relação aos seus clientes, seus concorrentes, seus fornecedores, seus parceiros estratégicos.
“ - Melhora da imagem empresarial, resultante da soma do prestígio atual a consideração que lhe proporciona demonstrar que o cliente é sua principal preocupação.”
“ - Reforço da confiança entre os atuais e potenciais clientes, de acordo com a capacidade da empresa para entregar consistentemente os produtos e / ou serviços contratados.”
“- A abertura de novos mercados, em virtude de se alcançar especificações exigidas pelos grandes clientes, que estabelecem como condição, muitas vezes, ter um sistema de gestão de qualidade de acordo com a implantação e certificação ISO 9000.”
“- Melhora no posicionamento competitivo, expresso no aumento das receitas e de participação no mercado.”
“- Aumento da fidelização de clientes, através da reiteração de negócios e referencias ou recomendações da empresa.”
A ISO 14000 é o exemplo de certificação relacionada à gestão ambiental. Pensemos em otimização de aproveitamento de recursos naturais, redução de desperdícios, a redução de poluição gerada e a difusão de informações sobre preservação ambiental, entre outras.
Outra metodologia bem sucedida, que proporciona às Organizações um diferencial competitivo, é a "The Natural Step" - TNS. O TNS surgiu no final da década de 80, na Suécia como uma organização de consultoria e pesquisa internacional, voltada a gerar soluções, modelos e ferramentas desenhadas especialmente para acelerar a sustentabilidade global. A metodologia já foi aplicada em empresas como Multibrás, Banco Axial Participações, Instituto Escola do Banco Real, entre outras.
O TNS é uma metodologia elaborada com o propósito especifico de criar, proporcionar e estimular princípios para orientar a sustentabilidade e trabalha para melhorar o desempenho econômico sustentável por meio de uma maior dedicação a sustentabilidade social e ecológica por parte de todos agentes econômicos e não-econômicos.
Acredito estar evidente a importância da implantação estratégica do desenvolvimento sustentável por parte das Organizações/empresas, ou até mesmo nós consumidores em nosso dia-a-dia, em nossa residência, nosso trabalho, enfim em nossa vida.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Conheça a Equipe Multidisciplinar de Projetos Sustentáveis

A Equipe foi fundada no ano de 2002 e tem como proposta, a realização de um trabalho multidisciplinar em Projetos e Consultorias, de modo a criar um sistema contemporâneo de parcerias. Produzimos dentro de princípios que respeitam o meio ambiente e o ser humano, contribuindo para o desenvolvimento sustentável que cresce mundialmente. Entendemos que é de nossa responsabilidade profissional sensibilizar e orientar sobre a necessidade de utilizar gestões estratégicas que explorem sabiamente os recursos naturais e promovam uma relação sustentável entre sociedade e o meio ambiente.
Nossa EQUIPE PROFISSIONAL é formada por Arquitetos e Engenheiros especializados em tecnologias sustentáveis e Profissionais especializados em gestão e recuperação ambiental. Contamos também com parcerias de diversas empresas, tais como Gênesis Projetos e Consultorias, Traço & Forma Engenharia e Arquitetura, AR Ambiente Responsável e ART 5 Arquitetura e Planejamento Ltda.
PRINCIPAIS OBJETIVOS DA EQUIPE
• Realizar projetos aplicando conceitos sustentáveis visando a qualidade de vida e a conservação do meio ambiente, através da maximização dos recursos naturais;
• Empregar tecnologias sustentáveis que melhorem a eco-eficiência das edificações;
• Especificar materiais ecológicos menos nocivos ao homem e ao meio;
• Desenvolver projetos associados à educação e capacitação, visando economia, tanto nas construções e nas reformas das edificações, bem como na posterior manutenção destas;
• Elaborar programa de gestão dos resíduos, gerados durante a obra e durante a utilização das edificações, implantando sistemas de coleta seletiva e de destinação correta visando a reutilização ou a reciclagem destes;
• Produzir através de um trabalho multidisciplinar em equipe, realizando parcerias que permitam alcançar a excelência dos serviços prestados de acordo com uma visão contemporânea de qualidade.
ALGUNS TRABALHOS REALIZADOS
• Sítio do Moinho – Produtor de alimentos orgânicos – projetos, construções, capacitação;
• Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico, R.J – projeto de instalações eco-eficiente;
• Casarões no bairro de Santa Teresa – projetos para reabilitações sustentáveis.

Equipe Multidisciplinar de Projetos Sustentáveis

VOLTAR PRA CASA, um conceito Segundo o dicionário Aurélio, a palavra casa é um substantivo feminino com muitos
significados, entre eles, edifício de poucos andares, destinado, geralmente, à habitação; lar, família; conjunto de bens e/ou negócios domésticos; conjunto de membros de uma família; instituição familiar. Ser de casa quer dizer não ser de cerimônia. Há aumentativos engraçados, como casão, casarão, casaréu, e diminutivos carinhosos, como casinha, casita, casebre, casinhola.
A EQUIPE MULTIDISCIPLINAR entende que voltar pra casa é sempre algo confortável, aconchegante, necessidade de quem anda muito pelo mundo, de quem se
exila ou é exilado, de quem se ausenta, de quem se distancia. O Voltar Pra Casa vai (ou vem) ao encontro, primeiro, da casa interna, do olhar para dentro que nos abastece e religa à essência do que somos. E todos sabemos da necessidade que temos de voltar pra casa depois de momentos estressantes, desajustados, corridos. O que queremos é voltar pra casa, tirar os sapatos, deitar, relaxar, ou também meditar, fechar os olhos e olhar para dentro.
A Equipe realiza seus projetos – vivenciando a solidariedade, a diversidade e o potencial de cada um de seus integrantes.
Na primeira etapa do projeto, o foco é a Casa Corpus. É aqui que trabalhamos o físico, as emoções, as artes, a criatividade, a reflexão, a leitura, a mente, o debate, o encontro, a solidariedade. Entram em cena os artistas, educadores, psicólogos e comunicadores. Corpus ajustados produzem sempre uma obra inspirada. AÇÃO RETA, OBRA CORRETA. Portanto, na segunda etapa, o que se produz, dentro do conceito voltar pra casa é uma construção sustentável que denominamos Casa Econômica. Momento de trabalho de engenheiros, arquitetos e educadores com as pessoas que habitarão essa casa Econômica. Num terceiro momento, trabalha-se a Casa e o Meio, o entorno, o vizinho, a limpeza, a organização, a saúde social, a preservação da natureza, a agricultura orgânica, no conceito e na prática. O grande ambientalista Luiz Emydgio de Mello Filho dizia que agricultura é cultura. E, por último e não menos importante, a Casa e o Cosmus, a educação planetária, interplanetária, o ser como parte de tudo, o todo, o macro, a visão holística do mundo. A nossa Casa Econômica é moradia e educação, com salas para compartilhar a vida e a arte. Os quatro momentos são paralelos e diagonais porque às vezes caminham sós e às vezes se encontram.
Stella Maris Mendonça

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Reciclagem: a responsabilidade do poder público

Países desenvolvidos implantaram, há décadas, políticas para melhoria da qualidade de vida, da saúde pública e que, conseqüentemente, ajudam na preservação dos recursos naturais. No Brasil, o Congresso Nacional tenta aprovar uma Política Nacional de Resíduos Sólidos há 17 anos. Talvez esteja na hora de mudar essa história e caminhar na direção das experiências internacionais bem sucedidas.

Um Grupo de Trabalho, suprapartidário, formado no âmbito da Câmara Federal, vem trabalhando para apresentar a proposta de Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Trata-se de um marco regulatório fundamental, ao estabelecer diretrizes de gestão em todo o País, reconhecendo a descentralização político-administrativa das ações e estabelecendo a responsabilidade compartilhada entre a sociedade, a iniciativa privada e o poder público.

Aos municípios, cabe elaborar um Plano de Gestão Integrada de Resíduos, que consiste na criação de um plano de varrição, de coleta seletiva, diagnóstico de produção de resíduos e outros serviços de limpeza pública, que será condição obrigatória para que recebam verbas da União para investimentos no setor.

O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS/SP) está otimista com os debates do Congresso sobre resíduos sólidos e acredita que a política nacional seja votada até o fim do ano. Ele coordena o Grupo de Trabalho formado por parlamentares que estudam mais de 140 propostas legislativas, apresentadas desde 1991. Segundo Jardim, “a trilha para que o Brasil tenha uma melhor gestão do lixo envolve questões como a polêmica responsabilização de geradores pela coleta e destinação de rejeitos. Quem produz deve ter responsabilidade pelo destino do resíduo, do processo industrial ou das embalagens e outros itens em descarte final".

A medida também é defendida pelo governo e organizações não-governamentais, que vêem no repasse de custos ao setor privado uma alternativa viável e consolidada em países europeus. A idéia envolve o uso dos canais de distribuição de mercadorias para a coleta dos descartes, a chamada logística reversa. Segundo os parlamentares, não há motivo para tanta resistência (industrial). As ações não serão unilaterais, serão regulamentadas após a aprovação da lei, quando todos os setores serão novamente chamados ao debate. Não haverá prejuízos ao desenvolvimento econômico.

Conforme a coordenadora-executiva do Instituto Polis, Elisabeth Grimberg, a gestão de lixo no Brasil é um "crime ambiental" cuja conta é paga exclusivamente pela população. Nove entre dez municípios brasileiros têm coleta de lixo, mas seis em cada dez quilos de resíduos acabam em lixões a céu aberto. "A sociedade arca com todas as despesas. Com uma política, teríamos mais recursos para dar um fim correto aos resíduos e diretrizes para coletar e aproveitar materiais que hoje simplesmente são jogados fora", ressalta. Grimberg comenta ainda que padrões de produção, de consumo e de distribuição não são debatidos com os consumidores. "A sociedade não pode arcar sozinha com custos de processos onde não participa das decisões. Não adianta seguir produzindo, vendendo e poluindo nos mesmos padrões", diz.

Para conhecer mais acesse http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=51842&edt=41

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Apenas dez Estados disponibilizam em sites seus gastos

Segundo o site Contas Abertas, somente dez Estados disponibilizam informações sobre seus gastos públicos na internet.
Veja mais no site - http://contasabertas.uol.com.br

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Fair Trade - Erradicação do Trabalho Escravo

Com o lançamento do 2º Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, o governo brasileiro pretende, por meio de diversas ações de combate à escravidão atual, proibir o acesso de comerciantes e produtores que utilizam essa prática aos créditos de bancos privados.
Nessa mesma linha, o governo também quer estimular empresas a não adquirirem produtos cuja origem seja de trabalho escravo.