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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Equipe Multidisciplinar de Projetos Sustentáveis - Arquitetura, Engenharia, Educação e Cultura a Serviço do Meio Ambiente

Artigo publicado por Stella Maris C. Mendonça na revista on line da CIPA Administradora(Revista Condomínio etc), edição 41 de ABR-MAI-JUN de 2009, seção ECODICAS CIPA.
http://www.condominioeetc.com.br/41/ecodicas.shtml

Equipe Multidisciplinar de Projetos Sustentáveis - Arquitetura, Engenharia, Educação e Cultura a Serviço do Meio Ambiente
Stella Maris C. Mendonça (smarismendonca@gmail.com / arquitetura.sustentavel@hotmail.com / www.espaço-polpublica.blogspot.com

Como ambientalista e pessoa que acompanha os rumos da CIPA, fundada por meu pai, Mário Mendonça, aplaudo a virada da empresa para o caminho da sustentabilidade ao criar, para seus clientes, o primeiro programa desse gênero no Rio de Janeiro. Moradores, funcionários e síndicos são orientados para práticas que visam à preservação, conservação e recuperação do meio ambiente. Vale lembrar a síntese a que chegou a ECO 92 a respeito da postura ambiental correta: ação local, pensamento global. Nossa coluna de boas notícias, a Bem Ddita!, vem destacando importantes ações ecológicas em meio a tantas agressões ao planeta que, um dia, certamente voltará a ser o paraíso projetado.

E é no âmbito dos projetos fundamentais que se situa o trabalho da Equipe Multidisciplinar de Projetos Sustentáveis (EM). Hoje sabemos que nossos pensamentos, ações e sentimentos repercutem no todo. E que somos o todo. Essa visão holística norteia os trabalhos dessa equipe multidiscilpinar, criada pela arquiteta Eliane Sarmento em 2002. O trabalho da equipe, orientado pelo respeito ao ser humano, ao meio ambiente e às culturas locais, tem como compromisso integrar os princípios da sustentabilidade relativos à responsabilidade social, ambiental e econômica, contribuindo para o desenvolvimento sustentável que cresce mundialmente.

Seus projetos - direcionados para arquitetura residencial, condomínios, estabelecimentos comerciais e corporativos, para reabilitação sustentável de edificações, arquitetura de interiores e casas populares - geram baixo impacto ao homem e ao meio ambiente ao aplicar tecnologias sustentáveis que contribuem para a conservação dos ecossistemas locais e a maximização dos recursos naturais, como a energia solar e a captação da água da chuva. A ecoeficiência e o conforto das edificações são fundamentais, assim como a pesquisa e a aplicação de materiais ecológicos, reciclados e recicláveis. A gestão dos resíduos de obra, visando à destinação correta, reciclagem e economia, é item importante, bem como a implantação de coletas seletivas para condomínios residenciais.

A equipe conta com pessoas especializadas em orçamento, finanças e gestão empresarial, que possibilitam o trabalho de consultoria em sustentabilidade para construções com certificação Leed Green Building, do United States Green Building Council (USGBC).

Outra parceria da equipe é na área da construção civil com empresa que responde por automação residencial, cabeamento estruturado e meio ambiente, de forma a garantir a redução de custos condominiais, por meio do aumento da eficiência hidráulica, elétrica, de equipamentos e da mão-de-obra.

Os serviços de consultoria técnica em educação e cultura destinam-se ao atendimento a profissionais das áreas de arquitetura e meio ambiente, a projetos culturais, à preparação de materiais educativos, palestras e encontros nas obras e comunidades nas quais equipe atua. A educação ambiental acompanha o desenvolvimento dos projetos, promovendo a capacitação e o treinamento de mão-de-obra profissional dentro de princípios sustentáveis. Como a pesquisa e a educação são focos de especial interesse para a EM, seus integrantes participam de grupos de estudos sobre sustentabilidade, como o que ocorre no Parque Lage, com o apoio da Associação dos Amigos do Parque, visando à divulgação do conceito de sustentabilidade urbana e soluções de infraestrutura verde para o Rio de Janeiro.

Hoje a EM se dedica também à criação do Centro de Desenvolvimento de Projetos que, por meio de um sistema contemporâneo de parceria com empresas e profissionais, encontrará soluções ambientais e arquitetônicas visando à sustentabilidade. “Para isso, precisamos resgatar a noção de sistema, no qual a integração e interação das competências são fundamentais para a realização de metas mais amplas”, declara Eliane Sarmento.

Para cada empreendimento é feita uma pesquisa de materiais ecológicos e tecnologias sustentáveis que atendam às normas técnicas de arquitetura, construção civil e meio ambiente. É de responsabilidade da EM sensibilizar e orientar as pessoas envolvidas em cada projeto quanto à necessidade do uso de gestões estratégicas de forma a explorar sabiamente os recursos naturais e promover uma relação sustentável entre sociedade e meio ambiente. A equipe conta com o apoio do blog Espaço Políticas Públicas Sustentáveis, que promove um diálogo sobre o tema. Basta acessar http://www.espaço-polpublica.blogspot.com

Como seu nome já diz, há na equipe diversos profissionais sintonizados no dial da sustentabilidade. São arquitetos, engenheiros especializados em tecnologias sustentáveis, psicólogos, gestores ambientais, biólogos, paisagistas, educadores e jornalistas sensíveis à causa ambiental, que realizam um trabalho técnico, humano e social: Eliane Sarmento, arquiteta fundadora e diretora da EM; Celina Lago, arquiteta; Ggênesis Projetos e Consultorias - Iinstalações Residenciais e Prediais; Traço & Forma Engenharia e Arquitetura - projetos e construções; AR Ambiente Responsável - Ggestão, Projetos e Reciclagem; Casadofuturo.Com - automação residencial e predial e certificação Leed - USGBC; Eduardo Amado, biólogo e paisagista; ART 5 Arquitetura e Planejamento Ltda.; Paulo Rodrigues, consultor especializado em orçamentos e em gestão empresarial; Ocam - Oficina Conforto Ambiental; Ebiobambu - Escola de Bioarquitetura; The Natural Step Brasil - ONGg de consultoria educacional e pesquisa internacional; Stella Maris Mendonça, professora, jornalista e produtora cultural; Yolanda Freire, psicóloga.

Quando fui convidada por Eliane Sarmento para integrar a EM, agreguei minha experiência nas áreas da educação e do jornalismo, criando nomes como “Casa Econômica” para condomínios de casas populares ecossustentáveis e levando à ideia de formação de bibliotecas comunitárias para esses projetos. O trabalho da Equipe Multidisciplinar de Projetos Sustentáveis é o que há de mais contemporâneo, econômico e urgente.

Projetos em realização e realizados:

• Parceria no projeto de gestão de resíduos, capacitação e treinamento com a empresa AR Ambiente Responsável para o primeiro green building do Rio de Janeiro: edifício Ventura Towers;

• Desenvolvimento de projeto de condomínio autossustentável para Casas Econômicas cadastrado no Banco de Projetos do BNDES e Clube de Engenharia, em parceria com a ONG Recicla Três Rios e apoiado pelo Sebrae;

• Participação no projeto de reabilitação sustentável para o prédio do IPP-RJ em parceria com a Ocam - Oficina Conforto Ambiental, sob a direção da empresa parceira Casadofuturo.com;

• Realização de projetos de instalações em parceria com a Gênesis Projetos e Consultorias, sob a direção da empresa AR Ambiente Responsável, visando à eficiência energética e à maximização dos recursos naturais para a obra de reabilitação sustentável do Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro;

• Projeto de arquitetura e construção sustentável para o Sítio do Moinho, em Itaipava, produtor de alimentos orgânicos.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Gartner: empresas não estão investindo na gestão das emissões de carbono

São Paulo - Pesquisa realizada pelo instituto mostra que a questão ainda não afeta o planejamento de boa parte das companhias no mundo todo.

Por Redação do COMPUTERWORLD

25 de março de 2009 - 14h35

Grande parte dos profissionais responsáveis por projetos de TI verde, segundo o Gartner, não sabem se suas empresas estão preparadas para gerir as emissões de carbono que elas provocam.

Uma pesquisa realizada pelo instituto mostra que 45,7% dos participantes afirmaram que a gestão das emissões não está influenciando nas decisões estratégicas das empresas onde trabalham para os próximos dois anos.

O estudo aponta também que 36% dos entrevistados não conseguiram afirmar se a questão está influenciando suas companhias. Apenas 18,3% dos participantes disseram que o controle das emissões está na pauta das corporações no momento.

O resultado da análise, de acordo com o Gartner, indica que, na maioria dos países, o porcentual de organizações preocupadas com a emissão de carbono vai além daquelas que são obrigadas por lei. Entretanto, o instituto aconselha aos gerentes de TI iniciarem o mais rápido possível a construção de processos e sistemas para poderem se beneficiar, no futuro, do mercado de créditos de carbono.

Segundo Simon Mingay, vice-presidente de pesquisas do instituto, ao mesmo tempo em que o número de empresas usando sistemas de monitoramento das emissões de carbono excede o de companhias obrigadas por lei, considerando que essa gestão será uma obrigatoriedade no futuro, o número de organizações preparadas é baixo.

Médias e grandes companhias, de acordo com Mingay, deveriam estar construindo sistemas de informações sobre as emissões de carbono. Isso porque, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento, a pressão para que as cadeias produtivas sejam transparentes em relação a essas emissões virá cedo ou tarde.

Entre as nações pesquisadas, o Reino Unido e a França tiveram alguns dos menor índices de empresas se preparando: 7,9% e 10,5%, respectivamente. China e Índia, por exemplo, apresentaram percentuais acima de 20%. A situação britânica é surpreendente, uma vez que em 2010 entra em vigor uma legislação sobre a emissão de carbono (Carbon Reduction Commitment) que deve afetar cerca de 5 mil organizações.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Repensar, reduzir, reutilizar, reparar e reciclar são ações que podem ser adotadas pelos gestores governamentais e propagados pela sociedade

Segundo Felipe Zmoginski, de INFO Online, 27 de janeiro de 2009-01-28:

"Novas tecnologias prometem transformar residências e prédios comerciais em pequenas usinas elétricas, capazes de produzir quase tudo o que consomem.

A produção de energia para sustentar casas cada vez mais automatizadas e fábricas funcionando a todo vapor é um enorme desafio para as sociedades contemporâneas e quase sempre pivô de controvérsias sobre o impacto ambiental de cada matriz energética.

Comprar um gerador a diesel e instalá-lo no quintal para garantir luz mesmo quando o pior vendaval atingir sua cidade, por exemplo, é uma forma de produzir energia localmente. Mas esta não é lá uma atitude muito ecológica.

Se termoelétricas liberam grandes quantidades de dióxido de carbono e hidroelétricas criam cicatrizes em paisagens naturais, causando enormes alagamentos, restam opções baseadas em fenômenos naturais, como o aproveitamento do Sol, dos ventos e até do movimento das ondas para gerar eletricidade.

Uma empresa americana apresentou um conjunto de hélice e gerador que pode ser instalado no alto de residências. Em tese, é possível instalar vários deles num mesmo telhado, a fim de aumentar seu potencial de gerar eletricidade.

A Cascade Engineering vende o sistema e o instala por um custo de US$ 10 mil.
O custo ainda é elevado, mas se a ideia se massificar poderia cair abruptamente.De acordo com a Cascade, um sistema de anéis faz o vento incidir de forma a não gerar ruídos elevados ou trepidações.

A energia gerada pelo sistema pode ser usada para aquecer a casa no inverno, esquentar água ou simplesmente alimentar os eletrônicos da residência.Outra forma de transformar seu lar numa usina de energia limpa é instalar painéis solares no telhado. Na cidade de São Paulo, isto é obrigação conforme uma lei municipal de 2007.

A regra obriga prédios comerciais e condomínios novos a colocar painéis solares em suas coberturas. O cuidado ecológico visa garantir que parte da energia consumida por estas edificações seja gerada por ela mesma.Se residências e prédios comerciais conseguirem equacionar seu consumo de energia, as usinas precisariam focar esforços para atender fábricas e iluminação pública, uma economia e tanto."
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O que me anima é que graças a mecanismos de pesquisa e desenvolvimento como este, cada vez mais buscando alternativas sustentáveis para a sociedade, que serão capazes de proporcionar uma melhor qualidade de vida das pessoas e principalmente do planeta.

O governo britânico desde 2007 vem desenvolvendo ações para promover a geração doméstica de eletricidade por meio de energia solar ou eólica, e dessa forma permitir aos proprietários de imóveis atuarem na luta contra o aquecimento global.

Acrescentando um comentário que li do portal Carbono Brasil,
“a riqueza de recursos naturais no Brasil pode fazer do país um grande exportador de painéis solares. É o que acredita Hamilton Moss, do Centro de Pesquisas em Energia Elétrica (Cepel). Segundo ele, o grande gargalo da indústria de painéis solares atualmente é o fornecimento de silício, matéria-prima utilizada na fabricação das placas. “O Brasil é o maior produtor mundial de silício; o país tem chances de ser um grande exportador de painéis”, acredita Moss.”

Com o tempo, mais e mais pessoas irão se conscientizar de sua importância no teatro denominado planeta. Não somos meros atores coadjuvantes. Somos os atores principais, somos a esperança de quebra de um paradigma, “somos quem podemos ser” na busca de dias melhores.