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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

USP inaugura centro de coleta e reciclagem de PCs

Cedir receberá equipamentos usados, repassará aparelhos em condição de uso e desmontará computadores para enviar componentes para reciclagem.

Por Guilherme Felitti, do IDG Now!
17 de dezembro de 2009 - 19h05

A Universidade de São Paulo inaugurou nesta quinta-feira (17/12), o Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática (Cedir), cujo projeto foi noticiado por Computerworld em março. O Cedir tem o objetivo de ampliar a reciclagem de computadores e aparelhos de informática na cidade de São Paulo. O projeto é uma iniciativa do Centro de Computação Eletrônica (CCE), que presta serviços de TI para a USP, e receberá inicialmente máquinas de instituições ligadas à universidade.

Os campi em São Carlos, Ribeirão Preto e Piracicaba farão coletas de equipamentos para o centro na capital paulistana também. Em fevereiro, o Cedir começará a receber equipamentos de pessoas físicas. Segundo sua diretora, Tereza Cristina Melo, o centro de reciclagem surge como desdobramento direto da especificação da indústria de reciclagem no Brasil.

Ao tentar reciclar 5 toneladas de equipamentos recebidos durante o segundo semestre deste ano, a estimativa de receita foi de 1,2 mil reais, número considerado baixo pela diretora, já que nem todos os componentes da máquina seriam reaproveitados na reciclagem. Equipamentos recebidos pelo Cedir passarão pela pesagem e pela análise de seus estados antes que sejam encaminhados à seleção e prensagem. Micros aptos para usos serão emprestados pela USP a projetos sociais filiados à universidade, segundo Tereza.

Caso a vida útil do equipamento esteja no fim, seus componentes são separados, seu disco rígido é repartido e, após prensados, os materiais específicos são encaminhados para empresas de reciclagem. Os discos rígidos passam pelo processo para impedir que informações pessoais armazenadas sejam distribuídas, explica ela.

Tereza prevê que, reciclando equipamentos de até 600 computadores por mês, o centro, montado com verbas da USP, poderá se manter financeiramente. Montado em parceria tanto com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, da sigla em inglês) como com a Itautec, o Cedir tem capacidade para desmontar e direcionar para reciclagem entre 500 e mil computadores por mês.

A partir de fevereiro, paulistanos interessados poderão levar seus computadores até o Cedir para reciclagem. Tereza considera a possibilidade de transformar em pontos de coleta outras instalações ligadas à USP espalhadas pela cidade, como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), nas Clínicas.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Lei do lixo eletrônico de SP é aprovada com vetos

quarta-feira, 8 de julho de 2009, 11h35 - TI Inside

A lei do lixo eletrônico, que estabelece normas e procedimentos para a reciclagem, gerenciamento e destinação final de lixo tecnológico, foi aprovada pelo governador de São Paulo, José Serra, com quatro vetos. A lei aprovada, e também os vetos, foram publicados no Diário Oficial do Estado na terça-feira, 7.

A sanção foi um atendimento a representações da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Os artigos vetados por Serra foram o 6º, 7º, 9º e 10º. Um deles, o artigo 6º, que dava competência ao Poder Executivo para estabelecer, no prazo de 180 dias, normas para o controle de quantidade de produtos e componentes do lixo eletrônico. Ele foi vetado porque, segundo o governo de São Paulo, era inconstitucional.

De acordo com o documento, fixar ao Poder Legislativo prazo para a prática de determinado ato pelo Poder Executivo, viola o princípio constitucional da separação dos poderes.

Já em relação ao artigo 7º, que estabelecia penalidades em caso de descumprimento da lei, segundo o governo do estado, importa destacar que, embora a competência para legislar sobre produção e consumo seja concorrente, as unidades federadas devem observar as normas gerais editadas pela União. Este também foi tido como inconstitucional.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Itautec recicla 460 toneladas de lixo eletrônico em 2008

São Paulo - De acordo fabricante, medidas para implantar política de sustentabilidade levaram a aumento de 2% no custo de produção em 2007.

Por Rodrigo Afonso, repórter do COMPUTERWORLD

17 de junho de 2009 - 14h36

A Itautec reciclou 460 toneladas de material eletroeletrônico internamente em 2008, de acordo com o relatório anual de sustentabilidade da empresa divulgado no CIAB 2009.

O programa inclui iniciativas para reduzir a emissão de carbono na atmosfera, que incluem recompra de equipamentos para reciclagem, eliminação do chumbo na fabricação de equipamentos e melhorias na cadeia de suprimentos.

As mudanças na cadeia de distribuição e no trabalho logístico levaram a empresa a cortar 180 toneladas de emissão de dióxido. As ações ambientais incluíram também otimização de estoque para economia com embalagens.

“Com as medidas, o custo total do processo produtivo chegou a aumentar 2% em 2007. Apesar disso, estamos habilitados a atender uma série de clientes com exigências ambientais em sua política de contratação de fornecedores”, afirma João Carlos Redondo, gerente de sustentabilidade da Itautec.


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Lei responsabiliza fabricantes pela coleta de lixo eletrônico em SP

terça-feira, 9 de junho de 2009, 19h15 - TI Inside

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou um projeto de lei que obriga empresas que fabricam, importam ou comercializam produtos eletrônicos a reciclar ou reutilizar total ou parcialmente o material descartado. Se não for possível reaproveitá-lo, é exigida a neutralização do lixo. O projeto, do deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), responsabiliza a empresa pela destinação final do produto.

A lei agora deve ser sancionada pelo governador José Serra, dentro de 30 dias. A Secretaria do Meio Ambiente avaliou positivamente o projeto e deve cuidar da regulamentação da lei. É um decreto da secretaria que vai determinar as normas e categorias de aplicação. Em caso de descumprimento da lei, a empresa estará sujeita a sanções que variam de advertência até multas diárias de, aproximadamente, R$ 14 mil.

Pelo projeto, os fabricantes também são obrigados a recolher os produtos obsoletos ou sem uso pelo consumidor. "Essa é uma tendência mundial que precisa ser adotada não só em São Paulo, mas em todo o país", segundo o deputado.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Projeto leva centro de recondicionamento de PCs a Belém

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009, 18h54 - TI Inside

Belém será a primeira cidade da região Norte a instalar um Centro de Recondicionamento de Computadores do Projeto Computadores para Inclusão (Projeto CI) do governo federal. Para isso, o Ministério do Planejamento assinou um convênio com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect) para a instalação de uma unidade do projeto na capital paraense.

Para isso, o Ministério vai repassar R$ 400 mil ao estado do Pará para a adequação do espaço físico destinado ao centro, formação profissional, transporte de equipamentos, entre outros. Como contrapartida, a Sedect vai investir R$ 100 mil na manutenção e operação do CRC e pagamento de auxílio financeiro aos jovens bolsistas. O convênio vale até dezembro de 2009.

O CRC será instalado no bairro Benguí, localizado na periferia de Belém, e deverá entrar em operação ainda no primeiro semestre deste ano. A unidade vai funcionar nas dependências da ONG Emaús, parceira da iniciativa e que já atua com projetos sociais junto a crianças e adolescentes carentes.

O centro pretende beneficiar até o fim do ano cerca de 60 jovens em situação de vulnerabilidade social. Os bolsistas vão receber formação na recuperação de computadores e, ao final do curso, estarão aptos a atuar no mercado de trabalho.

O CRC de Belém será integrado ao Programa Navegapará, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia juntamente com a Empresa de Processamento de Dados do Estado. O Programa Navegapará promove ações como a implantação de infocentros com software livre e laboratórios de informática em escolas municipais, entre outras, e visa reduzir o índice de exclusão digital e social e levar tecnologia às áreas mais carentes do estado.

Projeto CI

O Projeto Computadores para Inclusão consiste numa rede nacional de reaproveitamento de equipamentos de informática, formação profissional e inclusão digital. Equipamentos descartados por órgãos do governo, empresas e pessoas físicas são recuperados nesses centros e doados a telecentros, escolas e bibliotecas de todo o país.

O projeto é coordenado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento que estabelece parcerias locais para a manutenção e funcionamento das unidades de recondicionamento. Já foram implantados centros nas cidades de Porto Alegre, Guarulhos, Gama (DF) e Belo Horizonte.

Informações sobre como doar ou receber equipamentos já recuperados pelo Projeto CI estão disponíveis em www.computadoresparainclusao.gov.br.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

BH inaugura Centro de Recondicionamento de Computadores nesta quinta

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008, 19h37- TI Inside

A Prefeitura de Belo Horizonte inaugura nesta quinta-feira, 4, o Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC). A solenidade será aberta pelo secretário-adjunto da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), do Ministério do Planejamento, Rodrigo Assumpção, e terá a presença do vice-prefeito da capital mineira, Ronaldo Vasconcelos, e da diretora de Inclusão Digital da Prodabel, Silvana Veloso, entre outras autoridades.

Em funcionamento desde abril deste ano, o CRC de Belo Horizonte já recuperou 1.295 computadores dos 5.373 doados ao projeto por empresas privadas e órgãos públicos. O objetivo dos CRCs é ensinar aos jovens a consertar, testar, limpar, configurar e embalar microcomputadores. As máquinas recuperadas foram entregues a 26 projetos de inclusão digital selecionados pela coordenação nacional do Projeto CI.

O Centro de Recondicionamento está instalado no Bairro Ipiranga, em um prédio de 897 metros quadrados. Nesse local funcionava até então a Oficina de Reciclagem Digital, um projeto da Prefeitura de Belo Horizonte em parceria com a Associação Municipal de Assistência Social (Amas). Para a implantação do CRC, o Ministério do Planejamento repassou R$ 460 mil à Prodabel, órgão da Prefeitura de Belo Horizonte.

Segundo o secretário adjunto da SLTI, Rodrigo Assumpção, a instalação de um Centro de Recondicionamento na cidade representa mais um passo na consolidação da rede do projeto Computadores para Inclusão. “Era muito importante termos um CRC em Belo Horizonte que conta com uma concentração de equipamentos bastante elevada e a parceria com a Prodabel, que já desenvolviam ações semelhantes, possibilitou uma integração muito rápida ao projeto”, salientou.

O CRC integra o Projeto Computadores para Inclusão (Projeto CI) coordenado pelo SLTI, que estabelece parcerias locais para a implantação e manutenção das unidades de recondicionamento em periferias das grandes cidades. Outros centros estão em funcionamento em Porto Alegre, Guarulhos e na cidade-satélite do Gama (DF).

O Projeto Computadores para Inclusão consiste numa rede nacional de reaproveitamento de equipamentos de informática, formação profissional e inclusão digital. Equipamentos descartados por órgãos do governo, empresas e pessoas físicas são recuperados nesses centros e doados a telecentros, escolas e bibliotecas de todo o país.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Reciclagem: a responsabilidade do poder público

Países desenvolvidos implantaram, há décadas, políticas para melhoria da qualidade de vida, da saúde pública e que, conseqüentemente, ajudam na preservação dos recursos naturais. No Brasil, o Congresso Nacional tenta aprovar uma Política Nacional de Resíduos Sólidos há 17 anos. Talvez esteja na hora de mudar essa história e caminhar na direção das experiências internacionais bem sucedidas.

Um Grupo de Trabalho, suprapartidário, formado no âmbito da Câmara Federal, vem trabalhando para apresentar a proposta de Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Trata-se de um marco regulatório fundamental, ao estabelecer diretrizes de gestão em todo o País, reconhecendo a descentralização político-administrativa das ações e estabelecendo a responsabilidade compartilhada entre a sociedade, a iniciativa privada e o poder público.

Aos municípios, cabe elaborar um Plano de Gestão Integrada de Resíduos, que consiste na criação de um plano de varrição, de coleta seletiva, diagnóstico de produção de resíduos e outros serviços de limpeza pública, que será condição obrigatória para que recebam verbas da União para investimentos no setor.

O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS/SP) está otimista com os debates do Congresso sobre resíduos sólidos e acredita que a política nacional seja votada até o fim do ano. Ele coordena o Grupo de Trabalho formado por parlamentares que estudam mais de 140 propostas legislativas, apresentadas desde 1991. Segundo Jardim, “a trilha para que o Brasil tenha uma melhor gestão do lixo envolve questões como a polêmica responsabilização de geradores pela coleta e destinação de rejeitos. Quem produz deve ter responsabilidade pelo destino do resíduo, do processo industrial ou das embalagens e outros itens em descarte final".

A medida também é defendida pelo governo e organizações não-governamentais, que vêem no repasse de custos ao setor privado uma alternativa viável e consolidada em países europeus. A idéia envolve o uso dos canais de distribuição de mercadorias para a coleta dos descartes, a chamada logística reversa. Segundo os parlamentares, não há motivo para tanta resistência (industrial). As ações não serão unilaterais, serão regulamentadas após a aprovação da lei, quando todos os setores serão novamente chamados ao debate. Não haverá prejuízos ao desenvolvimento econômico.

Conforme a coordenadora-executiva do Instituto Polis, Elisabeth Grimberg, a gestão de lixo no Brasil é um "crime ambiental" cuja conta é paga exclusivamente pela população. Nove entre dez municípios brasileiros têm coleta de lixo, mas seis em cada dez quilos de resíduos acabam em lixões a céu aberto. "A sociedade arca com todas as despesas. Com uma política, teríamos mais recursos para dar um fim correto aos resíduos e diretrizes para coletar e aproveitar materiais que hoje simplesmente são jogados fora", ressalta. Grimberg comenta ainda que padrões de produção, de consumo e de distribuição não são debatidos com os consumidores. "A sociedade não pode arcar sozinha com custos de processos onde não participa das decisões. Não adianta seguir produzindo, vendendo e poluindo nos mesmos padrões", diz.

Para conhecer mais acesse http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=51842&edt=41