terça-feira, 18 de agosto de 2009
Estamos preparados para 2010
Várias eleições já se passaram e a próxima, em 2010, bate à nossa porta. Você está em condições de dar o sinal verde para seu representante?
Primeiro quero citar um trecho do livro “As 48 Leis do Poder”, de E Robert Greene e Joost Elffers:
“No mundo há muitos tipos diferentes de pessoas, e você não pode esperar que todas reajam da mesma forma às suas estratégias. Engane ou passe a perna em certas pessoas e elas vão passar o resto da vida procurando se vingar de você. ..”
Segundo a tipologia discutida no livro, são cinco tipos mais perigosos e difíceis: o homem arrogante e orgulhoso; o homem irremediavelmente inseguro; o desconfiado; a serpente de longa memória; e o homem simples, despretensioso, com frequência pouco inteligente.
Bem, o que pretendo abordar é: você lembra para quem depositou sua confiança nas últimas eleições? Para quem foi seu voto? Você acompanhou a trajetória de seu eleito nos últimos anos? Ele agiu conforme você esperava? Você o admirava? E agora?
Você está preparado para 2010?
Há momentos, como todo eleitor sabe ou deveria saber, em que o seu voto vale mais do que mil palavras. Não importa a propaganda que foi conduzida por um partido ou por outro. O que importa é o voto. Esse é o momento em que depositamos toda a nossa esperança e confiança na pessoa que irá nos representar no governo. Porém, nem sempre o eleitor tem essa consciência (apesar de que atualmente isto esteja mudando) e seu voto é mais um em milhares e milhões de votos desperdiçados. Porque? Por que, às vezes, ele não acompanha e não conhece o candidato em que vai votar; não sabe o que ele já fez por sua região ou seu país; não sabe qual a plataforma de trabalho e muito mais.
Vejamos, transportando esse raciocínio para nosso dia-a-dia, será que temos consciência das ações executadas pelo candidato eleito, durante o último mandato, que afetaram nosso modo de viver. Pense e reflita.!
Fica claro então que não apenas não estamos tão preparados como pensamos para 2010, principalmente porque no momento em que votamos nos afastamos de nosso candidato e somente nos preocuparemos outra vez quando for a hora de votar, mas também agravado pelo turbilhão de notícias negativas o eleitor fica sem saber o que fazer. Face ao rumo que tomou o atual debate sobre atos secretos, desvios de verbas públicas, licitações arrumadas, mensalão, mensalinho, CPI e tantos outros, a expressão “política” parece ter ficado arranhada; parece não ter mais credibilidade.
Contudo, em que pese os últimos acontecimentos noticiados, é necessário uma mudança de mentalidade para não contribuirmos com uma paralisia do país. Novamente aqui se deve atribuir o fracasso de políticas públicas àqueles em que votamos e que não honraram com o compromisso da eleição.
Se as observações acima estiverem corretas, chegamos à conclusão que: a decisão de eleger nosso candidato precisa ser planejada, precisa ser bastante examinada e que seja “a decisão” e não apenas uma votação.
Sei que essa discussão não esgota o dilema que é saber em quem votar. De fato, para a melhor decisão precisamos da ampliação da participação da população dentro do contexto político da nação. E como isso é alcançado? A situação atual exige a formulação de novas premissas. Primeiro, o eleitor deve verificar se o seu candidato realizou o que prometeu. Segundo saber quais as atividades que seu candidato eleito está fazendo. Por último, e o que considero de suma importância, ler e se informar. Nem todos os agentes públicos estão enfurnados nesse emaranhado de podridão.
Diante desse breve diagnóstico, reflito sobre políticas públicas. Sob o aspecto de crescimento econômico vejo com bons olhos o esforço que está sendo feito; contudo paradoxalmente, o ritmo de emprego e de melhorias sociais ainda não alcançou patamares considerados satisfatórios.
Estamos chegando ao final de 2009. Daqui a pouco o país virará um grande palanque eleitoral com milhares de candidatos aparecendo nos horários políticos da televisão e do rádio apresentando suas propostas e pedindo o seu voto.
Lembre-se seu voto é muito importante, não somente para o político, mas para você, para sua família, para sua comunidade, para seu município, para seu estado e para seu país.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Lei do lixo eletrônico de SP é aprovada com vetos
A lei do lixo eletrônico, que estabelece normas e procedimentos para a reciclagem, gerenciamento e destinação final de lixo tecnológico, foi aprovada pelo governador de São Paulo, José Serra, com quatro vetos. A lei aprovada, e também os vetos, foram publicados no Diário Oficial do Estado na terça-feira, 7.
A sanção foi um atendimento a representações da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Os artigos vetados por Serra foram o 6º, 7º, 9º e 10º. Um deles, o artigo 6º, que dava competência ao Poder Executivo para estabelecer, no prazo de 180 dias, normas para o controle de quantidade de produtos e componentes do lixo eletrônico. Ele foi vetado porque, segundo o governo de São Paulo, era inconstitucional.
De acordo com o documento, fixar ao Poder Legislativo prazo para a prática de determinado ato pelo Poder Executivo, viola o princípio constitucional da separação dos poderes.
Já em relação ao artigo 7º, que estabelecia penalidades em caso de descumprimento da lei, segundo o governo do estado, importa destacar que, embora a competência para legislar sobre produção e consumo seja concorrente, as unidades federadas devem observar as normas gerais editadas pela União. Este também foi tido como inconstitucional.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Mudança na estrutura de regulação do setor nuclear brasileiro
Dentro deste contexto, está sendo estudada a criação de uma agência reguladora para controlar a geração e a exploração de energia nuclear no Brasil.
O nosso país tem potencial e tecnologia neste setor, comentou o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.
Segundo consta do Plano Nacional de Energia 2030, o Ministério de Minas e Energia tem a intenção de colocar em funcionamento, até 2030, de 4 a 8 novas usinas nucleares.
No momento atual em que vivemos, muito precisa ser debatido para que a sociedade passe a entender mais sobre o assunto.
Secretaria de Meio Ambiente e Pesca de Búzios realiza ações na busca de gerar renda para população
Para a concretização deste projeto a Prefeitura irá firmar parceria com o Sebrae.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Itautec recicla 460 toneladas de lixo eletrônico em 2008
Por Rodrigo Afonso, repórter do COMPUTERWORLD
A Itautec reciclou 460 toneladas de material eletroeletrônico internamente em 2008, de acordo com o relatório anual de sustentabilidade da empresa divulgado no CIAB 2009.
O programa inclui iniciativas para reduzir a emissão de carbono na atmosfera, que incluem recompra de equipamentos para reciclagem, eliminação do chumbo na fabricação de equipamentos e melhorias na cadeia de suprimentos.
As mudanças na cadeia de distribuição e no trabalho logístico levaram a empresa a cortar 180 toneladas de emissão de dióxido. As ações ambientais incluíram também otimização de estoque para economia com embalagens.
“Com as medidas, o custo total do processo produtivo chegou a aumentar 2% em 2007. Apesar disso, estamos habilitados a atender uma série de clientes com exigências ambientais em sua política de contratação de fornecedores”, afirma João Carlos Redondo, gerente de sustentabilidade da Itautec.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Diebold inicia reciclagem de caixas eletrônicos no país
Por Redação do COMPUTERWORLD
A Diebold, fabricante de terminais de atendimento automático, anunciou nesta segunda-feira (15/6) o início de um serviço que descartar de forma correta caixas eletrônicos ou ATMs (de sigla em inglês, Automated Teller Machine). A companhia vai recomprar equipamentos usados, inclusive de outros fabricantes, e coordenar todo o processo de reciclagem. Ao todo, cinco mil unidades já foram desmontadas e suas peças recicladas. A empresa planeja fazer duas mil reciclagens por mês.
A decisão de iniciar esse projeto está ligada à política ambiental adotada pela Diebold mundialmente e que inclui também a fabricação de produtos em conformidade com a norma ROHS (Restriction of Hazardous Substances), que restringe o uso de substâncias nocivas em sua fabricação. “Desde 2008, a planta de Manaus está certificada ISO 14.001, demonstrando a preocupação da Diebold com as questões ambientais, como a redução de consumo de energia elétrica, de água, de resíduos a serem depositados em aterros sanitários e a obtenção de índices cada vez maiores de reciclagem”, explica João Abud Júnior, presidente da companhia no Brasil.
Os equipamentos com mais de sete anos de uso são aqueles que hoje retornam para reciclagem. A tecnologia aplicada nesses modelos não permite mais atualizações de sistema, por isso, uma vez ultrapassados e substituídos por máquinas novas, são readquiridos pela Diebold para reciclagem. A companhia é quem administra todo o processo. Depois de recolhidos, as ATMs são enviados para empresas parceiras que desmontam, separam e iniciam a reciclagem de cada elemento.
Praticamente todo o equipamento é reciclado. Entre os elementos recicláveis está o aço, que corresponde a mais de 90% de todo ATM, além de plástico, cobre e vidro. Os monitores e painéis, impregnados de substâncias nocivas (poliuretano, chumbo e fósforo) são purificados e triturados. O vidro, então, pode ser reutilizado. Os cabos passam por um processo de separação de elementos (plástico e cobre, ambos recicláveis). Já o aço é cortado e posteriormente derretido.
Somente as placas de circuito impresso envolvem um processo mais complexo. No Brasil, não existem empresas que façam a separação dos componentes, por isso as placas são trituradas e enviadas para a Alemanha, país líder em tecnologia para tratamento e dispensa das substâncias usadas nas peças.
Para a definição dos parceiros, a Diebold exigiu, além da comprovação de capacidade técnica, o desenvolvimento de sistemas de rastreabilidade que atestam o destino de cada elemento. Esses parceiros estão habilitados para fazer a reciclagem ou a dispensa sustentável das substâncias agressivas. Eles possuem certificações de controle ambiental como Cadri (Certificado de Aprovação para Destinação de Resíduos Industriais) emitidos pela Cetesb. Ao fim do processo, que leva cerca de três meses, o cliente recebe um relatório que apresenta o destino de cada componente. Esse documento inclui as notas fiscais e as certificações dos órgãos reguladores.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Lei responsabiliza fabricantes pela coleta de lixo eletrônico em SP
A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou um projeto de lei que obriga empresas que fabricam, importam ou comercializam produtos eletrônicos a reciclar ou reutilizar total ou parcialmente o material descartado. Se não for possível reaproveitá-lo, é exigida a neutralização do lixo. O projeto, do deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), responsabiliza a empresa pela destinação final do produto.
A lei agora deve ser sancionada pelo governador José Serra, dentro de 30 dias. A Secretaria do Meio Ambiente avaliou positivamente o projeto e deve cuidar da regulamentação da lei. É um decreto da secretaria que vai determinar as normas e categorias de aplicação. Em caso de descumprimento da lei, a empresa estará sujeita a sanções que variam de advertência até multas diárias de, aproximadamente, R$ 14 mil.
Pelo projeto, os fabricantes também são obrigados a recolher os produtos obsoletos ou sem uso pelo consumidor. "Essa é uma tendência mundial que precisa ser adotada não só em São Paulo, mas em todo o país", segundo o deputado.